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Publicada em 24/06/18 às 22:51h
O JULGAMENTO DO ANO EM TERRA SANTA
Wander Gomes irá a Júri Popular acusado de assassinar Glauciene Silveira e poderá pegar até 25 anos de prisão.

(RCP)


Acontecerá neste terça-feira, 26, no Salão de Júri do Fórum de Justiça da Comarca de Terra Santa, o julgamento de Wander Gomes, conhecido como "Cavalinho", assassino confesso de Glauciene Silveira, sua ex-esposa. O crime ocorreu há quase 03 anos e deixou Terra Santa chocada pela forma violenta e covarde como foi executado.

 

O CRIME

 

Era uma segunda-feira, 31/08/2015, quando Wander, de forma premeditada, colocou em ação o seu plano macabro de assassinar sua ex-esposa, motivado por questões passionais, pois o casal estava separado há 1 ano e 1 mês por conta de uma traição da parte dele. E, segundo apurou-se na época, ele não aceitava o fim do relacionamento.


Segundo relatos de familiares, com base em informações obtidas posteriormente, o drama começou quando, por volta das 23h daquela triste noite, o assassino dirigiu-se para as proximidades da residência da vítima, permanecendo à espreita até o momento de agir.


Quando se certificou de que as filhas do casal já estavam dormindo e de que não havia ninguém por perto que pudesse frustrar o seu plano, Wander entrou de surpresa na casa da família e deferiu um golpe de estrangulamento conhecido como "mata-leão" em Glauciene, que não teve como reagir, vindo a desfalecer e, em seguida, falecer por asfixia.


O assassino frio e calculista não se conteve apenas em matar a ex-esposa, mas ainda a estrupou. E, em seguida, por volta das 2h30min já da terça-feira, 01/09/2015, Wander colocou o corpo de Glauciene em cima de uma motocicleta, amarrou as mãos e o cabelo no guidão do veículo e dirigiu-se a um lugar bem distante, a mais de 40 Km da sede do município, onde ocultou o cadáver.


Na manhã de terça-feira, os familiares de Glau, como era carinhosamente chamada, perceberam que algo estava errado, pois esta não atendia as ligações que lhe faziam. Então decidiram ir até a sua residência onde encontraram as suas filhas, de 02 e 09 anos, sozinhas. Foi aí que a família percebeu a gravidade da situação.


Com o passar das horas, sem nenhuma informação sobre o que havia acontecido com Glauciene, a família decidiu, então, recorrer às Polícias Civil e Militar que, imediatamente, iniciaram as buscas dentro e fora da cidade de Terra Santa. A suspeita pelo sumiço de Glau logo recaiu sobre Wander que negava ter qualquer informação sobre o paradeiro de sua ex-esposa, inclusive se mostrou preocupado com o sumiço dela.


Apesar das buscas e da investigação em curso, o dia se passou e nenhuma informação que ajudasse a polícia e a família localizar Glauciene foi obtida. Foi aí, então, que, no terceiro dia, a polícia decidiu ir ao local de trabalho de Wander, na região da Serra, dentro da Flona Saracá-Taquera, onde a madeireira Samise tem um projeto de manejo sustentável de exploração de madeira. Lá, a polícia confirmou a suspeita, pois encontrou a motocicleta de Wander com vestígios de sangue e cabelo que tudo indicava serem de Glauciene. Com base nesses vestígios, o Delegado responsável pelo caso pediu imediatamente a prisão preventiva do suspeito. Este foi levado para Faro e de lá para Santarém evitando, assim, uma possibilidade de linchamento.


Embora houvesse convicção geral de que Wander era o responsável pelo sumiço de Glauciene, a grande pergunta era onde ela estaria; se ainda estaria com vida ou, se morta, onde estaria o seu corpo? Uma verdadeira "força-tarefa" foi realizada pela Polícia, pelos familiares e amigos, com a ajuda da população terra-santense que de forma solidária participou incansavelmente das buscas.


Apesar de todo empenho, 10 dias se passaram e nenhuma resposta se obteve. A dor da família e dos amigos só aumentava. Foi, então, que no 11º dia, em Santarém, após a juntada de provas inquestionáveis, o Delegado responsável pelo inquérito, conseguiu do acusado a confissão do crime, obtendo detalhes de como este foi executado e a informação precisa do local onde o corpo de Glauciene fora enterrado em uma cova rasa, depois de ter suas vestes queimadas pelo ex-marido.


Após as revelações que chocaram e revoltaram a população terra-santense, as pessoas se perguntavam como pode um homem ser tão frio e perverso para praticar uma barbárie dessas. A imagem mais forte que vinha e que ainda vem à cabeça das pessoas é a forma como ele estrangulou, estrupou e depois, de forma brutal e desumana, colocou o corpo de sua ex-esposa em cima de uma moto como se fosse um animal. Imagina-se o corpo inerte, sem vida, sendo chacoalhado e dilacerado com os baques provocados pelos buracos da estrada, ao ponto de sangrar!


O acusado e réu confesso irá a júri popular, nesta terça-feira, em um julgamento histórico na cidade de Terra Santa, considerando a repercussão do caso e o grau de crueldade que envolve este crime. Segundo informações da Polícia Militar, o réu não estará presente, pois o mesmo está em liberdade desde fevereiro de 2017. 


O Tribunal do Júri é o órgão do Poder Judiciário que tem a competência de julgar crimes dolosos, ou intencionais, contra a vida. O colegiado que compõe o Tribunal do Júri é formado por vinte e cinco jurados, escolhidos pelo Poder Judiciário entre pessoas residentes na Comarca e que tenham boa reputação.


Para o julgamento de Wander, o Tribunal do Júri já foi convocado e será instituído pelo juiz responsável do caso, Dr. Luiz Gustavo Viola Cardoso, no dia do julgamento. Na ocasião haverá o sorteio de sete jurados que irão compor o Conselho de Sentença, responsável por condenar ou absorver o criminoso.


Wander Gomes, o "Cavalinho", responde pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Se condenado, poderá pegar até 25 anos de prisão.


É o que a família, os amigos da Glauciene e a população terra-santense esperam!               

 



(Com informações da família e da Polícia Militar)

 




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